Expectativas elevadas no arranque do Mundial de Fórmula 1
Quatro campeões em pista, três novas equipas, um total de 24 monolugares à partida para as 19 corridas do Mundial de F1 de 2010
12/03/2010 em Fórmula 1
Novas regras, novas equipas e pilotos, o regresso de Michael Schumacher, da Mercedes e da Lotus, os dois últimos campeões mundiais na McLaren, a Ferrari reforçada com Fernando Alonso, a Red Bull com a mesma dupla do ano passado – as novidades são muitas e as expectativas elevadas para o início do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2010, no domingo, com o GP do Bahrain, primeira das 19 corridas previstas no campeonato, que só terminará a 14 de Novembro.
O regresso à competição do heptacampeão Michael Schumacher, na nova equipa Mercedes GP (ex-Brawn GP), é uma das principais atracções do Mundial – o veterano piloto alemão ainda detém a maior parte dos recordes da categoria, apesar de ter passado três anos afastado. Este regresso vai colocar em confronto quatro campeões do mundo – o bicampeão Fernando Alonso (2005/06) trocou a Renault pela Ferrari, onde fará equipa com Felipe Massa, recuperado da lesão sofrida no GP da Hungria do ano passado, a McLaren-Mercedes reuniu os dois últimos campeões, os britânicos Lewis Hamilton (2008) e Jenson Button (2009).
Esta presença de quatro campeões não acontecia desde 1999 – nessa altura, Schumacher era “apenas” bicampeão (1994 e 1995) e contou com a companhia do britânico Damon Hill (1996), do canadiano Jacques Villeneuve (1997) e do finlandês Mika Hakkinen (1998).
O vice-campeão Sebastian Vettel e Mark Webber também devem constar entre os candidatos às vitórias, depois de terem feito uma excelente segunda fase da temporada do ano passado com a Red Bull-Renault, com o piloto alemão a disputar o título até à penúltima ronda do Mundial, no Brasil.
Olhos em Schumacher
Mas é o regresso de Schumacher que atrai mais atenções no Mundial – o piloto alemão quer voltar a ganhar para reforçar o seu recorde de 91 vitórias na categoria. “A época vai ser longa e difícil, mas adoro esse desafio. Foi para esse combate que voltei à Fórmula 1”, assumiu o germânico, de 41 anos, admitindo sentir-se “como uma criança antes do Natal”.
Schumacher vai ter como colega de equipa Nico Rosberg, filho do finlandês e antigo campeão Keke Rosberg – uma dupla alemã para o regresso às pistas de uma equipa oficial da Mercedes, que se tinha retirado da disciplina em 1955. O jovem germânico já admitiu ser um grande desafio ter um companheiro “tão forte”. “Estou a correr com um dos melhores de todos os tempos. Claro que o colega de equipa é sempre uma referência, portanto o meu desempenho vai ser medido por comparação com o dele”, disse Rosberg.
A mudança do campeão em título, Jenson Button, da Brawn GP (posteriormente comprada pela Mercedes) para a McLaren-Mercedes também agitou o mercado de Inverno, especialmente porque a equipa juntou o actual ao anterior campeão – Lewis Hamilton mantém-se na sua equipa de sempre e também quer voltar a vencer.
Por enquanto, o número 1 fica no carro de Button: “É uma responsabilidade e uma honra e será algo que vou gozar o máximo tempo possível. Não quero perder aquele número no meu carro. Mesmo depois de quatro semanas de testes, é incrivelmente difícil prever a ordem que se vai estabelecer. Há várias equipas e pilotos que parecem estar à caça e vai ser fascinante ver quem emerge como a equipa a abater.”
Quatro “grandes”, cinco “médias” e três “pequenas”
Nas quatro sessões de testes oficiais de pré-temporada que decorreram em Espanha (Valência, Jerez de la Frontera e Barcelona), a McLaren destacou-se ligeiramente da concorrência, mas outras equipas (como a Mercedes) guardaram as últimas evoluções dos seus monolugares, incluindo na aerodinâmica, para estrear apenas no Bahrain. A partir de sexta-feira, com os primeiros treinos livres, será possível ter uma visão mais correcta das capacidades de cada uma das 12 equipas presentes – sendo que a Hispania não participou em qualquer teste.
Para além das quatro “grandes” - Ferrari, McLaren, Red Bull e Mercedes – seguem no Mundial a Williams (com o veterano Rubens Barrichello, o estreante Nico Hulkenberg e o regresso dos motores Cosworth), a Force Índia (manteve a colaboração com a Mercedes e a McLaren e a dupla de pilotos Adrian Sutil e Vitantonio Liuzzi), a Renault (com a maioria da equipa vendida a uma empresa do Luxemburgo e Robert Kubica e Vitaly Petrov como pilotos), a Toro Rosso (mais independente da Red Bull, também manteve os pilotos Sebastien Buemi e Jaime Alguersuari) e a Sauber (com motores Ferrari, depois da BMW ter decidido abandonar a disciplina, tendo como pilotos Pedro de La Rosa e Kamui Kobayashi).
As estreantes, todas com motores Cosworth, são a Lotus (Jarno Trulli e Heikki Kovalainen), a Virgin Racing (Timo Glock e Lucas di Grassi) e a Hispania (Bruno Senna e Karun Chandhok). Não se prevê que possam aspirar a mais do que a escapar ao último lugar. A USF1 também estava seleccionada para participar no campeonato, mas a equipa norte-americana não reuniu condições para avançar e a Federação Internacional do Automóvel (FIA) decidiu deixar esse lugar em aberto.
O Mundial de Fórmula 1 de 2010 arranca na sexta-feira, com os treinos livres para o GP do Bahrain. A corrida, no domingo, começa às 12 horas (Portugal continental).
Opel
5 350 € 4 990 €Renault
11 750 € 11 000 €Citroen
17 200 € 16 900 €Mitsubishi
7 200 € 6 600 €Renault
13 600 € 12 500 €


