F1: Equipas podem faltar a três corridas
Bernie Ecclestone admite que a ausência em três corridas por temporada, sem penalizações, está prevista no Acordo de Concórdia
09/02/2010 em Fórmula 1
Bernie Ecclestone voltou a declarar que não tem grandes espectativas de ver as equipas Campos Meta e USF1 na grelha de partida para o GP do Bahrain, que abre o Mundial de Fórmula 1 a 14 de Março – mas esclareceu que os termos do novo Acordo de Concórdia permitem que as equipas faltem a três corridas por ano sem sofrerem qualquer penalização.
São conhecidas as dificuldades financeiras da Campos Meta, que precisa desesperadamente de uma injecção de capital para pagar as dívidas assumidas – parte delas à Dallara, que está a fabricar o monolugar da equipa espanhol. A USF1, a primeira das equipas estreantes a candidatar-se a um lugar no pelotão, também não mostrou ainda os progressos necessários para se apresentar na pista, embora tenha sido autorizada a efectuar um 'shakedow' no Alabama (EUA). Estas duas equipas também só contrataram um piloto cada – Bruno Senna pela Campos Meta, Jose Maria Lopez pela USF1.
Numa entrevista ao jornal britânico “Sunday Express”, Ecclestone prevê que estas duas equipas vão adiar a sua estreia enquanto procuram os financiamentos necessários. As quatro primeiras etapas do Mundial são dispendiosas – Bahrain, Austrália, Malásia e China, mas o detentor dos direitos comerciais da F1 também avisa que as equipas estreantes só vão receber os dez milhões de dólares (cerca de sete milhões de euros) devidos pela participação no Mundial quando se apresentarem na grelha de partida.
“Acho que não veremos a Campos e os americanos”, afirmou Ecclestone. “Eles vão pedir para falhar três corridas. Pelo Acordo de Concórdia, as equipas estão autorizadas a faltar a três corridas.”
Sérvios espreitam oportunidade
Ecclestone também voltou a falar da Stefan GP, equipa sérvia que comprou os projectos da Toyota, assegurou o seu apoio técnico, já marcou um teste para o Autódromo Internacional do Algarve (Portimão) e já enviou um contentor de material para o Bahrain, mas não tem lugar garantido no Mundial.
“Eles vão assumir o controlo da Toyota – a equipa e as 'motorhomes'. O Governo deu-lhes o dinheiro, eu falei com o primeiro-ministro. Eles estão prontos para a dança, mas não têm o lugar”, explicou o britânico. A Stefan GP também já anunciou ter contratado um piloto “com dois anos de experiência na F1” - especula-se que seja Kazuki Nakajima, ex-Williams-Toyota – e iniciou contactos com Ralf Schumacher, irmão do heptacampeão mundial Michael Schumacher e com grande experiência na disciplina.
Nos dois últimos anos, a Fórmula 1 ficou sem as equipas dos construtores Honda, BMW e Toyota, enquanto a Renault diminuiu drasticamente o seu investimento na modalidade, vendendo a maioria da sua equipa à empresa luxemburguesa Genii Capital. No sentido contrário, a Mercedes comprou a maioria da equipa Brawn GP (ex-Honda). Os contratos com a Federação Internacional do Automóvel (FIA) obrigam à presença mínima de 16 monolugares (ou oito equipas) na grelha de partida de cada uma das 19 etapas do Mundial de F1.

