F1: Filme sobre Ayrton Senna considerado "homenagem justa"

Pedro Lamy descreveu Ayrton Senna como sendo uma “lenda”, o “melhor” e um profissional com “grande carisma”
10/09/2011 em Fórmula 1

votar:
0
Obrigado!
Já votou!
F1: Filme sobre Ayrton Senna considerado

O documentário sobre a vida do tricampeão do Mundo de Fórmula 1 Ayrton Senna, que morreu em 1994, estreou na sexta-feira em Portugal e foi considerado uma homenagem “justa e merecida” ao “melhor automobilista contemporâneo”, tido como sendo “egoísta”.

Exibido no programa do Douro Film Harvest (DFH), o documentário sobre a história de vida de Ayrton Senna contou com a colaboração da família do piloto brasileiro e da direcção da Fórmula One Management.

À margem da estreia do documentário, no Vidago Palace Hotel, em Chaves, o piloto português Pedro Lamy descreveu Ayrton Senna como sendo uma “lenda”, o “melhor”, “enorme” e um profissional com um “grande carisma”.

Lamy, que foi seu contemporâneo nas pistas de Fórmula 1, considerou que Senna vai ser “eterno” e frisou: “As gerações mais novas, mesmo não o tendo visto nas pistas, certamente ouviram falar nele. O carinho por Senna vai ser eterno”.

Vítima de um acidente fatal no início do Grande Prémio de São Marino de 1994, em Imola, Itália, o piloto brasileiro foi, segundo Lamy, protagonista de muitas histórias e lutas, porque a sua vida era “inteiramente” dedicada às corridas.

Pedro Lamy recordou que foi Senna quem o ajudou a “entrar” na Fórmula 1 e no “mundo” das corridas: “Senna era muito egoísta, mas os melhores pilotos são egoístas e têm de o ser para vencer”, ressalvou.

O dia do acidente que vitimou Senna, 01 de maio de 1994, é um momento que Lamy, então ao serviço da Lotus, vai “guardar para o resto da vida”.

Lamy, que abandonou a corrida após sofrer um acidente logo na largada, disse que “pressentia que as coisas não iam correr bem, porque naquele fim de semana do Grande Prémio de São Marino tudo acontecia”, recordando: “Estava a ser estranho”.

Pedro Matos Chaves, também contemporâneo de Senna na Fórmula 1, onde esteve antes de Lamy, marcou presença na estreia nacional do documentário “Senna” e admitiu ser seu “admirador”, aliás como “muitos” pilotos da sua geração.

“É bom ver a vida dele em filme. Ele merecia esta homenagem há muito tempo”, salientou, lembrando que o campeão do Mundo de 1988, 1990 e 1991 tinha uma personalidade “muito forte e egoísta”, mas “todos os vencedores eram assim”.

O ex-piloto da Coloni disse que quando estava com Ayrton falavam dos circuitos e o brasileiro dava-lhe conselhos e explicações, só que, acrescentou, era “complicado” conversarem durante mais de dez minutos, porque “aparecia sempre muita gente”.

“Como homem e amigo tinha um carácter fortíssimo, era um líder egoísta, por isso pensava só nele”, adiantou Pedro Queiroz Pereira, também um antigo piloto e amigo de Senna.

Segundo Pedro Queiroz Pereira, Senna andava “sempre” sozinho porque dizia que tinha de estar “concentradíssimo” nas provas. “Chegaram a correr rumores de que Senna era menos homem por não lhe serem conhecidas namoradas, mas ele gostava muito das minhas amigas”, lembrou.

Privar com ele fora dos circuitos era, de acordo com o amigo, uma “tarefa difícil”, porque o piloto paulista tinha sempre muita gente a rodeá-lo.

“Senna”, que era o filme mais aguardado do Douro Film Harvest, segue as pisadas de Ayrton Senna dentro e fora das pistas, sendo já sucesso de bilheteira em Inglaterra e nos Estados Unidos.

O documentário abrange os anos que elevaram Senna ao estatuto de lenda da Fórmula 1, desde a sua primeira temporada, em 1984 com um Toleman-Hart Turbo, até à sua morte dez anos depois, ao volante de um Williams-Renault.

comentários    |    comentar    |    partilhar    |    imprimir    |    enviar    |    reportar erro
ENVIAR POR EMAIL O ARTIGO
O seu Nome: *
O seu Email: *
Nome do Amigo: *
Email do Amigo: *
Mensagem:
   * Campo Obrigatório
REPORTAR ERRO
Nome: *
Telefone:
Email: *
Tipo de erro: *
Informações adicionais:
   * Campo Obrigatório