F1: Jean Todt a favor do regresso dos 107 por cento

Presidente da FIA apoia as novas equipas, mas quer a reintrodução da regra que exclui da corrida os mais lentos da qualificação
12/03/2010 em Fórmula 1

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F1: Jean Todt a favor do regresso dos 107 por cento

Jean Todt, presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), é favorável à reintrodução da regra dos 107 por cento nas qualificações da Fórmula 1 – os pilotos que excederem esse limite na qualificação, em relação ao melhor tempo da sessão, ficam afastados da corrida. Essa possibilidade já tinha sido levantada nas últimas semanas, depois de ficar claro que as equipas estreantes na disciplina estão muito lentas, perdendo vários segundos por volta para os pilotos mais rápidos.

Durante vários anos, até 2002, um piloto cuja melhor volta excedesse os 107 por cento em relação ao tempo da 'pole position' ficava afastado da corrida, excepto em condições excepcionais. Todt quer recuperar essa regra, mas admite que isso dificilmente acontecerá este ano – a sua reintrodução em 2011 parece mais provável.

“Somos muito favoráveis à reintrodução do limite de 107 por cento”, disse o dirigente francês, hoje, no Bahrain, que acolhe neste fim-de-semana a primeira prova do calendário 2010. “A regra foi abandonada por causa das mudanças na qualificação e da proibição de reabastecimento antes da corrida [para os dez primeiros]. Mudar isso para 2010 precisaria do acordo unânime das equipas – se o conseguirmos, a FIA vai apoiar essa solução. Mas acho que isso não vai acontecer, por isso teremos de esperar até 2011.”

Nos treinos livres de hoje, Bruno Senna (Hispania-Cosworth) terminou a mais de 11 segundos do líder Nico Rosberg, na primeira presença do novo carro na pista – estaria fora do limite dos 107 por cento. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth) foi o mais rápido entre as equipas estreantes, terminando a mais de cinco segundos do melhor tempo da sessão – ainda dentro do limite.

Apesar de apoiar a reintrodução da regra dos 107 por cento, Jean Todt voltou a defender a presença das novas equipas (Lotus, Virgin Racing e Hispania) na competição. “Temos de respeitar as novas equipas, que estão a investir dinheiro para estar na Fórmula 1 num período muito particular, de crise económica. Acho que não é tempo de criticar, mas sim de apoiar e ajudar, porque isso é do interesse de todos. Toda a gente neste negócio deve ajudar. Hoje fiquei impressionado, [as novas equipas] estiveram bem e temos de lhes dar algum tempo até estarem prontas.”

O presidente da FIA voltou a lamentar a ausência da USF1, que não reuniu condições para se estrear na Fórmula 1, e reiterou a intenção de abrir um novo processo de selecção de candidaturas para escolher a 13ª equipa presente na grelha de partida em 2011, avançando com a intenção de escolher também uma 14ª equipa para ficar de reserva.

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