F1: Max Mosley não avançou com «tecto orçamental» por gratidão à Ferrari
Antigo presidente da FIA revelou que não impôs limite nos orçamentos das equipas, como forma de agradecimento à Ferrari pela sua lealdade
28/12/2010 em Fórmula 1
Max Mosley, ex-presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), revelou que desistiu do muito polémico «tecto orçamental» na Fórmula 1, como forma de agradecimento à Ferrari, pelo apoio prestado no escândalo sexual que envolveu o britânico, em 2008.
Na altura, o então presidente da FIA – nas «bocas do mundo» por ter participado em práticas sexuais sadomasoquistas com prostitutas -, anunciou que pretendia avançar com a introdução de um limite de gastos estipulado nos 40 milhões de euros para cada equipa durante uma temporada, medida que estava longe de agradar às principais escuderias, nomeadamente à Ferrari.
“A minha intenção era de introduzir um limite orçamental nas equipas, mesmo com a Ferrari a ameaçar que sairia da competição. Nós sabíamos que eles (Ferrari) nunca iriam abandonar a prova e por isso íamos avançar”, disse.
“Mas depois surgiu o episódio com o jornal e a Ferrari foi a única equipa que se manteve fiel. Não poderia ter tomado outra atitude, senão a que tomei e cancelar a introdução do limite orçamental”, concluiu Max Mosley.
Ferrari não aprova tecto orçamental
No final de 2009, Max Mosley abandonou o cargo de presidente da FIA, tendo sido substituído por Jean Todt, antigo director de equipa da Ferrari.


