F1: Pat Symonds já pode trabalhar como consultor

Engenheiro britânico esclareceu as condições do seu acordo com a FIA, para encerrar o caso relativo ao GP de Singapura de 2008
14/04/2010 em Fórmula 1

F1: Pat Symonds já pode trabalhar como consultor

Pat Symonds está autorizado desde já a trabalhar como consultor de qualquer equipa de Fórmula 1, na sequência do acordo estabelecido com a Federação Internacional do Automóvel (FIA) para encerrar o caso relativo ao acidente propositado de Nélson Piquet Jr no GP de Singapura de 2008, para beneficiar o seu companheiro na Renault, Fernando Alonso, que viria a ganhar a corrida.

O antigo engenheiro chefe da Renault e o director da equipa, Flavio Briatore, foram suspensos de toda a actividade relacionada com as competições promovidas pela FIA, decisão posteriormente revogada por um tribunal francês. Na segunda-feira, a FIA anunciou ter chegado a acordo com os dois dirigentes para encerrar a questão, adiantando que estariam livres para voltar à Fórmula 1 na temporada de 2013.

No entanto, Pat Symonds esclareceu agora que o acordo lhe permite trabalhar imediatamente com qualquer equipa, como consultor. “Nos termos do acordo, Pat Symonds reconheceu que era seu dever evitar o sucedido e, não o tendo feito, terá de partilhar a responsabilidade por esse incidente. Assim, e tendo em mente o interesse do desporto, ficou acordado com a FIA que não assumirá um papel operacional na Fórmula 1 até ao final de 2012 nem um trabalho semelhante em qualquer equipa que participe em qualquer campeonato da FIA até final de 2011. Este acordo não o impede de trabalhar como consultor para qualquer equipa durante este período e ele continuará a contribuir para o desporto desta e de outras formas. À luz deste acordo, tanto ele como a FIA consideram o assunto encerrado”, avança um comunicado assinado por Pat Symonds.

No acordo com a FIA, também Flavio Briatore se recusou a assumir uma intervenção directa no caso de Singapura, admitindo apenas não ter cumprido todas as suas obrigações enquanto chefe de equipa, no sentido de evitar o que foi definido pelo Conselho Mundial do Desporto Automóvel como uma “conspiração”.

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