FIA testa «cockpit» fechado nos monolugares de Fórmula 1
Para evitar acidentes como o de Felipe Massa no GP da Hungria, em 2009, e o de Henry Surtees
20/07/2011 em Fórmula 1
Os monolugares de Fórmula 1 estão cada vez mais seguros. A sua estrutura integralmente em fibra de carbono é, praticamente, indestrutível, os capacetes e «suportes» para pescoço também continuam a melhorar mas, apesar de tudo isto, ainda existe um ponto fraco que levanta preocupações nos responsáveis da competição: o cockpit aberto.
Desde os acidentes de Henry Surtees na F2 e Felipe Massa na Fórmula 1, em 2009, em que os pilotos foram atingidos por objectos que «voavam» pela pista, que a Federação Internacional do Automóvel (FIA) avançou para o desenvolvimento de soluções para contornar esta questão de segurança na competição «rainha» do automobilismo.
Uma das soluções desenvolvidas pela FIA inclui cobrir o habitáculo do carro por completo. Sobra a questão, que tipo de material utilizar?
Na mais recente experiência desenvolvida pela FIA, são comparadas duas estruturas: um pára-brisas curvo feito de policarbonato e uma outra estrutura com o mesmo design que um jacto F16.
No teste é disparado um pneu a 225 km/h directamente a cada uma das estruturas. A primeira estrutura embora afaste o pneu do cockpit, parte com o embate do objecto, ao passo que a segunda estrutura, com o mesmo design que o cockpit de um F16, adapta-se ao embate e expele o pneu sem dados visíveis nem deformações no cockpit do monolugar.
No entanto a protecção ao estilo de um jacto F16 parece não receber a aprovação dos pilotos e equipas da F1, que receiam ficar presos dentro do cockpit em casos de capotamento ou de incêndio.
Além disso, existe também o receio de que a solução possa colocar os espectadores em perigo, pois um eventual objecto poderia fazer ricochete e voar para as bancadas. J.R.
Veja o vídeo dos testes:


