Presidente da Ferrari pede para "manterem F1 na Europa"
Ecclestone ameaça redução de provas na Europa, Luca di Montezemolo teme perda de identidade
24/12/2011 em Fórmula 1
O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, mostrou-se preocupado com a redução de provas de Fórmula 1 na Europa. Apenas oito das vinte provas de 2012 serão disputadas no «Velho Continente» - a menor percentagem na história da competição -, e o «patrão» da disciplina, o britânico Bernie Ecclestone, já avisou que este número pode cair para cinco num futuro próximo.
Contudo, para Montezemolo, a diminuição da participação da Europa na Fórmula 1 pode enfraquecer a competição - Fórmula 1 nasceu precisamente, na Europa no início da década de cinquenta.
“É muito importante manter a importância da Europa na Fórmula 1. É bom ver chegarmos à Índia, Rússia, Coreia do Sul, Médio Oriente e, é claro, aos Estados Unidos, mas não podemos perder a nossa tradição e história na Europa, particularmente quando vemos que alguns dos novos circuitos não são tão bons como Spa-Francorchamps, por exemplo. Precisamos de ter calma para não estragar a imagem da F1”, alertou Montezemolo, em declarações à imprensa britânica.
Ecclestone ameaça: "Europa está acabada" para a F1
Apesar disso, o responsável da escuderia italiana aplaudiu o regresso da F1 aos Estados Unidos, em 2012, depois de uma ausência de quatro anos.
“Estou muito satisfeito com a possibilidade de voltarmos aos Estados Unidos da América. Foi estranho ver a Fórmula 1 correr em vários países mas não no maior mercado de carros do mundo."


