«Era muito difícil imaginar que Ecclestone pudesse mudar»

Na semana de arranque da temporada 2017 de Fórmula 1, os recados entre o antigo e o novo dono vão sendo trocados entre Bernie Eccleston e os responsáveis da Liberty Media. Depois de o inglês ter referido que esperava ter ficado mais um ano na gestão da F1, Chase Carey afirma que Ecclestone não mudaria a sua forma de fazer as coisas na direção do que pretendem os norte-americanos.

«Eu tentei ter um espírito aberto para pelo menos entrar e tentar tomar uma decisão com base no que vi, ouvi e lidei em vez de fazer uma escolha pré-determinada pelo instinto», declarou o novo diretor executivo da F1 ao «The Times».

Carey explicou que «o instinto teria dito que ele não pode ser um one-man show» e Ecclestone desempenhou esse papel aglutinador «durante décadas». «A forma como olhei para isso e o modo como ele controlava todas as decisões, até de um passe para o paddock, fez-me parecer muito difícil imaginar que ele pudesse mudar depois de tê-lo feito durante tanto tempo», admitiu o norte-americano.

«Nós não estamos apenas a virar dez graus. Nós queremos mesmo criar uma nova forma de fazer negócio e uma nova cultura com um universo mais abrangente com que lidamos», frisou Carey assumindo que a saída de Ecclestone «foi-se tornando mais evidente à medida que a transição de aproximou».

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