Ferrari "corta as pernas" à Red Bull

Maurizio Arrivabene
Maurizio Arrivabene
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A nova regra da Fórmula 1 que obriga a utilização de apenas três motores em 2018, não agrada a praticamente ninguém. O tetracampeão Lewis Hamilton deixou duras críticas às mudanças e o chefe de equipa da Red Bull, Christian Horner, também nunca revelou ser fã do novo regulamento.

Ora, soube-se este sábado que a Red Bull tentou impedir a regra, mas a Ferrari não apoiou a ideia.

Christian Horner, abordou o assunto na reunião do Grupo Estratégico antes do GP do Brasil - com a esperança de obter apoio unânime para manter o limite os quatro motores por temporada. Mas, a Ferrari deu cabo dos planos, alegando que já passou muito tempo a pesquisar e a desenvolver os seus motores para 2018 com as novas regras em mente.

Com a postura da Ferrari clara, a discussão sobre a mudança de regras acabou rapidamente - pois era necessário o apoio de todas as equipas para avançar com a mudança.

Não é a primeira vez que Horner abordou o assunto. Tentou a mesma estratégia em setembro.

“Tentei mudar isso numa reunião anterior, este ano, mas não havia apoio para isso. Eu espero que agora haja um resultado diferente, com as equipas a encarar mais penalizações entre agora [Itália] e o final do ano”, disse Horner.

Relembre-se que além da diminuição do número de motores possíveis de ser utilizados sem penalização, o número de Grandes Prémios aumenta em relação a este ano, existindo mais uma prova do que em 2017. O GP de França (Paul Ricard) regressa para substituir o GP da Malásia e o GP da Alemanha (Hockenheimring) entra no calendário, aumentando o número de corridas para 21.

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