Red Bull «reformulado» em Espanha pode deixar F1 em 2021

A Red Bull vai apresentar um monolugar reformulado no chassis para o GP de Espanha (dentro de duas provas, em 14 de maio) e conta já ter uma evolução no motor Renault no Canadá (dentro de quatro corridas, a 11 de junho).

Este aumentar de argumentos para o presente Mundial de Fórmula 1 contrasta, porém, com a possibilidade de a equipa austríaca não marcar presença na grelha da F1 em 2021 (assim como aconteceria com a satélite Toro Rosso).

As explicações são dadas por Helmut Marko, conselheiro da Red Bull e o responsável pelo departamento de formação de pilotos da equipa das bebidas energéticas.

Quando se está a entrar na semana da terceira corrida da época – o GP da Rússia, a 30 deste mês – Marko revela que a Red Bull pensou estar ao nível de Mercedes e Ferrari nos primeiros testes de pré-época, mas que «logo nos segundos testes» teve de «engolir o facto de estar atrás». A equipa austríaca sabia «qual era a situação» e os GP de Austrália e China já «não foram alertas».

Em declarações ao site da Fórmula 1, Marko revela os «dois problemas» que a Red Bull ainda tem: a Renault teve algumas questões de fiabilidade, que atrasaram o desenvolvimento; e nós não entregámos o chassis que devíamos.»

«Estamos muito otimistas de que daremos um passo em frente de forma significativa em Barcelona onde haverá uma grande alteração de componentes», adianta o austríaco prometendo um RB13 renovado: «Sim, o chassis será reformulado em Barcelona e a Renault está a planear algo para Montreal.»

Desvalorizando vantagens pontuais que as outras equipas possam ir conseguindo obter face ao resultado final do Campeonato, Marko mostra, porém, mais dúvidas quanto à continuidade da Red Bull na Fórmula 1 para além de 2020 se não ficar definida a entrada de uma fabricante de motores independentes.

O quadro atual é o seguinte: as equipas integrantes da grelha têm contrato com a F1 até 2020; a FIA quer motores mais barulhentos e baratos a partir de 2021 deverá decidir a substituição dos atuais motores V6 Turbo de 1.6 litros.

A Red Bul, como equipa compradora de motores, quer que a entrada de um fabricante independente para 2021 fique definida no final da presente temporada: «Claro – e não é um dia [destes] . O mais tardar para um fornecedor independente entrar na F1 deve ser 2021.» «Isto é mais do que necessário – e o motor tem de ser simples, barulhento e ter um custo abaixo de 10 milhões», acrescentou Marko.

«Estamos a falar de um motor muito menos sofisticado do que temos agora – um simples motor de corrida. Há companhias suficientes que podem fornecer. Por isso, esperamos que os novos donos [da F1]juntamente com a FIA encontrem uma solução, o mais tardar, até ao final da época. Se isso não acontecer, a nossa permanência na F1 não está garantida», assumiu o responsável da Red Bull.

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