Márquez reconhece que andou a perseguir Viñales

Marc Márquez reconheceu que andou a perseguir Maverick Viñales em algumas voltas dos testes desta sexta-feira que fecharam a passagem de pré-época do MotoGP pela Austrália.

Viñales tinha considerado «normal» os pilotos cruzarem-se em pista, mas passou a considerar «estranho» após «cinco voltas» com Márquez na sua peugada. E o piloto da Yamaha disse ter sido levado a abortar uma simulação de corrida que fazia.

O campeão do mundo admitiu que o fez para observar a Yamaha, mas sem qualquer intenção especial perturbar o compatriota: «Houve uma altura em que saí [para a pista] e vi que ele [Viñales] passou. Havia alguma distância. Depois, consegui recuperar essa distância. Depois, segui-o duas voltas. Foi interessante ver uma moto diferente.»

Sem intenções para além de ver de perto um adversário rodar, Márquez contou o que reteve da Yamaha: «A moto dele é tão estável nas curvas, como na 1 ou na 8.» «A nossa moto é mais nervosa, mas cada ano que vimos aqui temos o mesmo problema nessas curvas. Estamos a trabalhar para resolvê-lo», assumiu o piloto da Honda resumindo que a Yamaha «é uma moto realmente estável» e que Viñales «claro que foi rápido».

O assunto foi tratado com alguns panos quentes quer por um quer por outro – nomeadamente, Viñales; o queixoso neste caso. Mas, como o leitor deve ter reparado, apesar do lume brando, quando se tem em conta o número de voltas que a situação durou para cada um deles, o caldo entorna.

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