Dakar: Leal dos Santos admite que "atascanço" prejudicou resultado

Piloto português comentou a sua participação no Dakar e o percalço na terceira etapa da prova
30/01/2012 em Todo-o-Terreno

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O piloto Ricardo Leal dos Santos afirmou esta segunda-feira que o percalço na terceira etapa do Rali Dakar2012 o impediu de alcançar melhor posição do que o sétimo lugar com que concluiu a prova de todo-o-terreno.

Ricardo Leal dos Santos classificou "o atascanço" como "um momento triste", que o fez perder 2h30m e terminar em 113.º a etapa em San Juan (Argentina), considerando que o "infortúnio prejudicou a corrida" da equipa portuguesa da Mini.

"Sabíamos que a expectativa de um resultado final muito bom estava eliminada. Estávamos a andar muito bem e sentimos que o Dakar estava perdido", admitiu Ricardo Leal dos Santos, acompanhado do vencedor do Dakar2012, o francês Stéphane Peterhansel, e do segundo, o espanhol Nani Roma, em conferência de imprensa realizada no patrocinador português da equipa New Dimenson XRaid.

Depois de explicar que foi "um erro da organização" não incluir a estrada nova no "road-book", o que provocou que o Mini do português caísse numa "pequena poça de água que parecia inofensiva", Ricardo Leal dos Santos afirmou que "foi desesperante" retirar o Mini, apenas se conseguindo com "três tractores, com apenas um tractor industrial com cabina a conseguir".

Apesar do atraso, o português da equipa New Dimension XRaid, com Paulo Fiúza como navegador, referiu que foi concretizado o outro objectivo, que era "levar outro dos Mini a vencer" o Dakar2012.

Ricardo Leal dos Santos, que terminou em segundo a derradeira etapa da prova que levou os concorrentes de Buenos Aires (Argentina) a Lima (Perú), regozijou-se, também, pela ligação à equipa New Dimension XRaid.

"O balanço global deste dois, três anos é excelente", disse, satisfeito por a Mini ter conseguido colocado os seus carros nos dois primeiros lugares e mais três no "top" 10.

Por seu lado, Stéphane Peterhansel sublinhou que "a vitória" no Dakar2012 "foi muito boa" e também manifestou satisfação pelas "grande conquista da equipa".

"A minha última vitória [no Dakar] foi em 2007, em África. Quatro anos sem vitórias é muito tempo. Este ano, foi muito bom, perfeito. O carro esteve rápido e fizemos mais de oito mil quilómetros sem problemas técnicos. E, no fim, ganhámos. Foram duas semanas de sonho. Tudo funcionou bem no carro, não houve problemas de navegação e tivemos lindas paisagens, no Perú", disse Peterhansel.

O espanhol Nani Roma, segundo classificado, aludiu à "oportunidade de uma nova equipa, com um carro novo", mas salientou que a prova que realizou foi "muito difícil".

"Estou muito contente pela corrida e pelo que fizemos e também pela equipa. O trabalho que toda a gente fez foi brutal e tenho de agradecer a Ricardo Leal dos Santos, que, no penúltimo dia, nos ajudou muito, com um trabalho de equipa muito bom", disse.

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