TT: Nuno Matos ambiciona vitória em T2
Campeão nacional e líder da Taça do Mundo FIA quer vitória na categoria T2 no novo Rali TT Estoril/Portimão/Marraquexe
03/06/2010 em Todo-o-Terreno
Única prova europeia pontuável para a Taça do Mundo FIA de Todo-o-Terreno, o novo Rali TT Vodafone Estoril/Portimão/Marraquexe (5 a 13 de Junho), é o próximo desafio de Nuno Matos e Filipe Serra. Os actuais líderes da categoria T2 na Taça Internacional FIA de Bajas partem do Estoril com o duplo objectivo de lutarem pela pontuação máxima da quinta prova do ano pontuável para o Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno (CPTT) e, ao mesmo tempo, renovarem a vitória do ano passado (então no Rali Transibérico) na categoria à chegada deste longo e exigente rali.
“Será a mais longa prova que alguma vez enfrentámos”, destaca o piloto da Isuzu D-Max. “Comparativamente ao antigo Transibérico, a quilometragem praticamente duplicou, pelo que a gestão da corrida terá de ser ainda mais rigorosa, uma vez que é nossa firme intenção disputar as oito etapas que compõem o figurino deste rali.”
Vencedor nacional da categoria T2 na última edição, a que juntou o 10º lugar absoluto e o sexto lugar entre as equipas portuguesas, Nuno Matos está ciente das dificuldades e dos desafios de um rali tão longo e variado. “É realmente um evento muito especial, diferente de todos aqueles que já disputei este ano na Taça Internacional FIA de Bajas. Por um lado, teremos três etapas em Portugal, a que correspondem outras tantas pontuações para o campeonato de T2, funcionando cada dia como um novo rali. Mas enquanto a maioria dos meus adversários concluirá a prova no Algarve, a nossa equipa prosseguirá para África, tendo pela frente ainda mais cinco longas etapas e logo num tipo de terreno completamente desconhecido para nós. Mais do que nunca, será crucial fazer
uma gestão muito rigorosa da prova, encarando cada etapa sempre com redobradas precauções”, alerta o piloto de Portalegre.
O próprio trabalho de preparação foi bastante específico, “uma vez que nunca a Isuzu D-Max enfrentou uma prova tão extensa e variada”: “Na verdade, foi preciso realizar algumas adaptações no carro, a começar, por exemplo, pela colocação de um novo macaco que pudesse elevar o carro nas dunas, compressores para encher/vazar os pneus e as pranchas para desatascar o carro da areia.”
“Mais do que apreensivo, o meu sentimento é mesmo de expectativa pela possibilidade de competir pela primeira vez em África, um continente que tanto fascínio desperta aos praticantes desta modalidade. Depois da neve na Rússia, das pistas de pedra em Itália e do lamaçal em Reguengos de Monsaraz, só faltava mesmo experimentar a areia e as grandes dunas de África. É uma temporada repleta de descobertas e que seguramente vai tornar-me um piloto bastante mais completo no final deste ano”, completou o piloto.


