António Félix da Costa infeliz na F3, ainda sonha com Fórmula 1
Português precisa de um orçamento de pouco mais de um milhão de euros para continuar nos fórmulas
20/11/2011 em Velocidade
O piloto português António Félix da Costa considera que a sua a participação na Taça Intercontinental FIA de Fórmula 3, no Grande Prémio de Macau, foi para esquecer e acrescentou que continua a sonhar com a Fórmula 1.
"Decididamente, não é o nosso fim de semana, mas são coisas que não estão nas minhas mãos. Tudo o que eu podia ter feito, eu fiz. Na sexta-feira pus o carro na primeira fila da grelha para a corrida de sábado. Perdemos a caixa de velocidades, a primeira mudança, e sem ela é impossível arrancar e fiquei parado na grelha", recordou.
Félix da Costa salientou que, perante os azares de sábado, a prova de hoje servia apenas para se divertir, mas a mecânica do Dallara-Volkswagen voltou a não estar ao lado do piloto português e um problema nas porcas de uma roda fê-lo desistir.
"Ao fim da segunda volta já tinha recuperado dez lugares, mas depois [da entrada] do ‘safety car’, à quarta ou quinta volta, percebi que tinha uma roda solta e fui obrigado a parar. Por isso, ontem [sábado] e hoje foram duas vezes problemas mecânicos que me pararam", explicou.
Salientando que pretende voltar a Macau, Félix da Costa disse que o plano de carreira é ingressar este ano na GP2, a antecâmara da Fórmula 1.
"Vamos ver. Estamos agora a tratar disso, a pensar bem, a ver as propostas que temos em cima da mesa e a juntar o orçamento necessário", afirmou, considerando que Portugal, em crise, poderia apostar num piloto para a Fórmula 1.
O piloto defendeu estar “mais do que na altura de Portugal voltar a apostar na Fórmula 1, especialmente nesta fase em que se vivem tempos difíceis”, frisando que seria uma boa aposta “promover Portugal pelo desporto, principalmente este, que é dos mais visto no Mundo".
Félix da Costa disse, porém, que necessita da "ajuda de todos" para chegar ao patamar mais alto e admitiu que, se não conseguir reunir as condições para disputar a GP2 - precisa de um orçamento de pouco mais de um milhão de euros -, esquecerá o sonho da Fórmula 1 e tentará “apostar numa carreira nos Turismos”.


