Elisabete Jacinto abandonou Africa Race

Agravamento dos problemas mecânicos levaram ao abandono da única representante portuguesa na maratona africana de todo-o-terreno
06/01/2010 em Velocidade

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Elisabete Jacinto abandonou Africa Race

Elisabete Jacinto foi hoje forçada a abandonar o Africa Race, durante a sétima etapa desta prova africana de todo-o-terreno, depois de se agravarem os problemas mecânicos que afectavam o seu camião MAN TGS nos últimos dias. A piloto portuguesa seguia no segundo lugar da sua categoria, depois de ter ganho duas etapas entre os camiões.

“A etapa de hoje estava a correr bem e já tinhamos ganho alguma vantagem ao Scania quando um 'heli' da organização nos forçou a parar, para avisar uma alteração de colocação do CP1. Quanto retomámos a marcha, percebemos logo que os problemas com a bomba de alta pressão se estavam de novo a fazer sentir e a única solução sensata era procurar a melhor forma de levar o camião até uma estrada e sair do percurso. Ficar parada no meio das dunas seria um verdadeiro suícidio”, explicou Elisabete Jacinto. A equipa portuguesa rumou a Nouakchott, capital da Mauritânia, onde aguarda pela chegada de material para poder prosseguir até Dakar, capital do Senegal, onde a prova termina no próximo domingo.

“A MAN Portugal foi excepcional a ponto de ter criado as condições para que uma nova bomba e válvulas chegassem até nós e estávamos a contar ter esse material esta noite no 'bivouac'. Seria óptimo se fosse apenas como medida de segurança e que pudessemos continuar em corrida até Dakar, mas infelizmente assim não aconteceu. É pena, porque todo o camião está fabuloso. Nunca tive uma suspensão assim. Como na altura expliquei, este problema surgiu na primeira etapa do Rali Shamrock. Nessa prova não voltou a surgir e a situação foi analisada, infelizmente sem sucesso, porque agora agravou-se. Tenho imensa pena, porque estava a ter quase tudo o que se pode desejar numa grande competição de todo-o-terreno como é este Africa Race”, acrescentou a piloto.

Noel Essers (MAN) foi o mais rápido entre os camiões nesta sétima etapa, que ligou Boulanouar a Tabrenkout, um percurso de 436 quilómetros com um sector selectivo de 398 quilómetros. Essers ganhou 20m13s a Miklos Kovacs (Scania), mas o húngaro manteve o primeiro lugar da classe, com uma vantagem de 2h13m50s para o piloto belga.

Nas motos, Giovanni Stefani (Yamaha) não tinha ainda terminado a etapa de hoje, ganha por Alberto Dottori (KTM), com exactos dois minutos de vantagem sobre Marco Capodacqua (KTM). Os dois pilotos italianos estão agora empatados, registando ambos um total de 42h36m09s.

Nos automóveis, Jean-Louis Schlesser voltou às vitórias e aumentou a vantagem sobre François Lethier, que manteve a segunda posição.

Amanhã corre-se a oitava etapa desta prova africana, um percurso de 442 quilómetros em sector selectivo, com partida e chegada no 'bivouac' de Tabrenkout.

Classificação

7ª etapa: Autos – 1º Jean-Louis Schlesser (Schlesser), 4h24m30s; 2º François Lethier (Buggy), a 2m03s; 3º Jerome Pelichet (Bowler), a 8m53s.

Geral: Autos – 1º Jean-Louis Schlesser (Schlesser), 24h34m59s; 2º François Lethier (Buggy), a 7m58s; 3º Jacky Loomans (Nissan), a 2h02m43s.

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