FIA desiste da F1 "a duas velocidades"

Max Mosley não abdica do tecto orçamental, mas o limite pode ser alterado. Todas as equipas devem competir sob as mesmas regras
15/05/2009 em Velocidade

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O primeiro resultado prático da reunião entre Max Mosley, presidente da FIA, Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais da Fórmula 1, e representantes das equipas, terá sido o abandono, por parte de Mosley, da ideia de ter regulamentos desportivos diferentes para as equipas que aderissem ou não ao tecto orçamental de 44,4 milhões de euros. Mas Mosley reforça que não há ainda “um compromisso” relativamente ao tecto orçamental.

Citado pela BBC, Mosley adiantou que a data limite para as inscrições das equipas no campeonato 2010 (29 de Maio) pode ser adiada, se as equipas conseguirem chegar a um compromisso ou a uma solução alternativa relativamente aos novos regulamentos. “Tivemos uma reunião interessante e trocamos ideias, mas nada de concreto foi decidido”, disse o presidente da FIA.

“Acho que haverá desenvolvimentos. As equipas foram ver se podem propor algo melhor do que a redução de custos, e nós vamos ouvir o que tiverem para dizer”, acrescentou Mosley.

"É só uma questão de quanto"

Coube a Bernie Ecclestone adiantar que não haverá um campeonato “a duas velocidades”: “Acho que o mais importante, que estava a chatear toda a gente, era o sistema de 'duas velocidades', e penso que ficou acordado que isso não vai acontecer, que deve existir apenas um conjunto de regras. Penso que toda a gente está mais ou menos satisfeita com o tecto orçamental, é só uma questão de quanto. Não sei se vai ser mais alto ou mais baixo, é uma questão de se avaliar.”

Mosley acrescentou: “Acho que ficou claro que toda a gente quer correr com os mesmos regulamentos, mas precisamos baixar os custos – todas as equipas concordam com isso. É uma questão de quanto e onde. Acho que isto é uma tempestade num copo de água.”

O presidente da FIA também aproveitou para colocar as negociações em perspectiva: “É errado dizer que há uma crise, porque não haverá crise até à corrida de Melbourne [Austrália, prova de abertura do Mundial] de 2010. O caminho é longo, não vamos decidir nada para a prova da próxima semana, no Mónaco, estamos a falar sobre 2010.”

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