"Somos nós que fazemos as regras", avisa Mosley

Presidente da FIA não desarma e diz que as equipas que se inscreveram condicionalmente no Mundial 2010 são livres para organizar um campeonato próprio
03/06/2009 em Velocidade

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“Não é possível assinar um novo Pacto de Concórdia antes de 12 de Junho. Não é realístico.” Numa entrevista à revista “Motorsport Aktuell”, Max Mosley, presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), voltou a contestar a posição das nove actuais equipas de Fórmula 1 reunidas na FOTA, que se inscreveram no Mundial 2010 sob duas condições: manutenção dos regulamentos utilizados em 2009 e a assinatura antes de 12 de Junho (data em que a FIA deve anunciar as equipas admitidas no próximo Mundial) de um novo Pacto de Concórdia, que estabeleceria as regras técnicas e económicas a seguir pela Fórmula 1 nos próximos anos.

“Não é possível assinar até 12 de Junho um acordo que foi proposto há tão pouco tempo. Além disso existe um conflito, vamos ver quem vai prevalecer”, reforçou Mosley. O principal desacordo entre a FIA e as equipas reunidas na FOTA diz respeito à introdução, já em 2010, de um tecto orçamental de 44 milhões de euros, que as principais equipas, lideradas pela Ferrari, não estão dispostas a aceitar. A proposta das equipas passa por aumentar os esforços de redução progressiva de custos, pelo menos até 2012, mantendo todos os participantes a competir sob as mesmas regras técnicas.

“Se [as equipas] querem fazer as regras, então organizem o seu campeonato mundial. Mas a Fórmula 1 é nossa, somos nós que fazemos as regras. Começámos há 60 anos e vamos continuar a fazê-lo”, insistiu o presidente da FIA.

Mosley acusa as equipas de tentarem “atrasar o processo de inscrições, de modo a que fosse demasiado tarde para as novas equipas” aderirem ao Mundial. O presidente da FIA tem insistido na entrada de novas equipas na modalidade, considerando que a renovação é uma garantia de futuro para a Fórmula 1.

Para além da inscrição condicional das nove equipas representadas pela FOTA, anunciaram a sua inscrição no Mundial 2010 a Williams (actualmente suspensa da associação de equipas), Campos Meta 1, USF1, Lola, Prodrive, Superfund e Litespeed. Nesta quarta-feira, a espanhola Epsilon Euskadi anunciou ter efectivado a sua inscrição. A FIA aprovou o alargamento do pelotão até 13 equipas – mas os seus contratos não serão válidos se o Mundial de Fórmula 1 não reunir pelo menos 16 carros na grelha de partida.

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