WTCC: Vila Real vai ter «joker lap»

O WTCC vai estrear no Circuito de Vila Real o conceito “joker lap”, a exemplo do que se faz no Ralicrosse. O objetivo é apimentar o espetáculo e criar maior imprevisibilidade nos resultados. A “joker lap” será usada tanto na primeira corrida, aquela que a grelha é invertida em relação à qualificação, tal como na Corrida Principal.

Em Vila Real, a “joker lap” estará situada na última curva do traçado, curva 26. O desenho da “joker lap” pretende usar a rotunda da MCoutinho, como já era o desejo do WTCC.

Os pilotos terão então de fazer a rotunda virando primeiro à esquerda e depois virando à direita, ao contrário do que acontece no traçado regular, retomando a pista na reta da meta. É esperado que o percurso da “joker lap” seja dois segundos mais lento, o que poderá aumentar as oportunidades de ultrapassagens.

Pelo regulamento da prova, a “joker lap” não poderá ser usada até à terceira volta da corrida e os pilotos terão a oportunidade de testar o percurso durante das sessões de treinos livres de 24 de junho.

A localização da “joker lap” será destacada, de forma a facilitar o seu reconhecimento aos espectadores e os grafismos usados pelo WTCC permitirão entender de forma instantânea se os pilotos já cumpriram a “joker lap”.

François Ribeiro, chefe da Eurosport Events, o promotor do WTCC ficou feliz com a confirmação de um desejo seu que já era antigo: “O conceito da “joker lap”” funciona muito bem no ralicrosse e estou certo de que vai trazer uma dimensão extra para a corrida citadina do WTCC em Vila Real. Este abrirá estratégias para cada piloto e pode até mudar o curso da corrida”.

Tiago Monteiro mostra-se entusiasmado com a novidade. “É óptimo tentar novas ideias, novas opções para apimentar o espetáculo. Quando se está na pole position, de facto não se quer a joker lap, porque não se quer perder a liderança. Mas não saindo da pole position, há uma nova oportunidade para ultrapassar “.

Yvan Muller, quatro vezes campeão no WTCC e agora piloto de testes para a Cyan Racing é da mesma opinião: “É como o MAC3. Todos disseram ‘ah, é uma coisa louca’, mas é algo novo. E quando é novo, mostra algo diferente, o que é sempre bom. Temos de tentar coisas novas, trazer novos elementos positivos e atraentes “.

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