Jaguar E-Type comemorou 50º aniversário na Figueira da Foz

Figueira da Foz acolheu concentração comemorativa dos 50 anos do Jaguar E-Type com a presença de meia centena de automóveis
19/03/2011 em Clássicos

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Uma concentração comemorativa dos 50 anos do Jaguar E-Type juntou hoje, na Figueira da Foz, meia centena de automóveis daquele modelo, que quando foi lançado no mercado, em 1961 atingia os 240 quilómetros hora de velocidade máxima.

“Foi um automóvel absolutamente revolucionário quando apareceu. Ninguém esperava vê-lo fora do ambiente de corridas, tornou acessível um automóvel de corrida numa versão de estrada”, disse hoje à agência Lusa Luís Cunha, dirigente do ACP Clássicos.

O automóvel, com um perfil baixo e apenas dois lugares e que existe em versão fechada ou descapotável, representou, à época do lançamento, um conceito “absolutamente inovador”, proporcionando aos condutores “emoções fortíssimas”, frisou.

“Era de facto um carro muito veloz, 150 milhas, 240 quilómetros hora em 1961 era de facto um marco muito importante”, argumentou Luís Cunha.

Disse que, 50 anos depois do lançamento do Jaguar E-Type, há proprietários “do mais diverso que se possa imaginar”.

Desde adeptos do restauro de automóveis – grupo que Luís Cunha integra – a entusiastas da marca que tiveram um modelo em 1961 “e voltaram a ter”, outros “que o mantiveram desde sempre” e outras pessoas “que o compram quase como um fenómeno de moda”, sustentou.

“De facto, estes 50 anos trazem também esse fenómeno, o Jaguar E-Type está, de facto, na moda e isso sente-se”, declarou.

Entusiasta do Jaguar E-Type, João Amaral Neto “namorou” durante anos um exemplar vermelho, pertença de um amigo, que acabou por comprar há 23 anos, em 1988. “Oficialmente estava bom e na realidade estava péssimo”, revelou.

Nas mãos de João Amaral Neto o carro fez vários ralis “várias Voltas a Portugal do [clube] 100 à Hora” mas “avariava com regularidade”, o que o levou a optar por uma reparação “grande”, agendada para durar dois anos mas que acabou por demorar o dobro.

Em casa, o Jaguar E-Type de João Amaral Neto é o “carro deitado”, alcunha colocada pelos filhos do proprietário.

“Quando eram pequeninos, andavam deitados lá atrás [no exíguo espaço atrás dos dois únicos bancos do automóvel] e era divertidissimo”, lembrou.

Já Francisco Lavrador foi proprietário de um Jaguar E-Type de 1965 e detém agora uma versão de competição do automóvel britânico, anterior ao lançamento da versão de estrada, um carro “de características desportivas” que ganhou o Circuito Cidade de Luanda em 1953, disse.

“Apareceu-me há dez anos, só o comprei há dois e depois pus-me a restaurá-lo para [comemorar] os 50 anos”, afirmou.

No entanto, o modelo descapotável de que Francisco Lavrador é proprietário já não entra, nos tempos de hoje, em competições automóveis. “Já não tem idade para isso”, gracejou.

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