Álcool: Mais repressão para os condutores alcoolizados?

Ministro da Administração Interna admite necessidade de maior repressão para os condutores que conduzem alcoolizados
30/11/2010 em Geral

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Álcool: Mais repressão para os condutores alcoolizados?

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, admitiu esta terça-feira, a necessidade de maior repressão para os condutores que conduzem alcoolizados, mas considerou que a legislação em vigor é suficiente para combater o abuso do álcool.

“Há necessidade em alguns aspectos de ir para o plano repressivo. Quem conduz alcoolizado tem de ser sancionado porque está a pôr em perigo não só a sua vida como a vida de outros”, afirmou à agência Lusa Rui Pereira, no final da cerimónia de encerramento do Fórum Nacional Álcool e Saúde, que decorreu hoje em Loures.

Na cerimónia cerca de 60 entidades assinaram uma Carta de Compromisso para a execução de projectos que contribuam para a redução das taxas de consumo de álcool até 2012.

Rui Pereira, que presidiu à cerimónia juntamente com o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, realçou que o consumo de álcool é uma “tradição cultural e turística” de Portugal e que por esse motivo o seu “consumo moderado não deve merecer repressão”, a não ser que se verifique um “exagero” no seu consumo.

“O abuso do álcool é efectivamente um problema social que deve ser combatido. A nível da Administração Interna é reconhecido que é uma das causas da sinistralidade rodoviária e que está associado a alguns crimes de violência doméstica e de incendiarismo”, apontou.

No entanto, o governante, que defendeu “maior fiscalização rodoviária” e maior “consciência do sector da restauração na venda de bebidas alcoólicas”, nomeadamente a menores, grávidas e pessoas que aparentem estar já alcoolizadas, considerou que a legislação em vigor, relativa ao álcool, “é suficiente para permitir prevenir e reduzir os consumos exagerados” desta substância.

Por seu turno, João Goulão, presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT), entidade responsável pela coordenação do plano nacional contra o alcoolismo, explicou à Lusa que ainda “não existem projectos concretos” para combater o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, apenas “o compromisso de várias entidades em elaborar propostas que contribuam para a diminuição dos problemas ligados ao álcool na sociedade portuguesa”.

O responsável do IDT anunciou ainda que será dada formação aos médicos de clínica geral que se mostrem “interessados em poder ser uma primeira linha de intervenção ao nível da identificação precoce de pessoas com problemas ligados ao álcool”.

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