General Motors adia lançamento de carros a hidrogénio
Apesar de ter investido mais de mil milhões de euros no protótipo, a General Motos não vai comercializar veículos eléctrico por não existir rede de abastecimento
27/12/2009 em Geral
Uma década após ter apontado 2010 como o ano do lançamento comercial do primeiro carro a hidrogénio, a General Motors investiu mais de mil milhões de euros no protótipo, mas não o vai comercializar pela simples razão de não haver pontos onde o abastecer.
«Não serve de nada um construtor automóvel ter a tecnologia pronta, como a nossa está, e passá-la ao mercado para ser comercializada quando o utilizador dos automóveis a hidrogénio não terá qualquer possibilidade de o abastecer de combustível», afirmou o director de comunicação e assuntos institucionais da General Motors (GM) Portugal, em entrevista à agência Lusa.
Segundo Miguel Tomé, o adiamento da comercialização do primeiro carro a hidrogénio da GM não significa, por isso, uma «alteração de planos» por parte da empresa, mas antes a resposta à «mudança na forma como o mercado automóvel encara os próximos anos em termos de mobilidade».
«Não há, nem pensar, em parte alguma do mundo uma rede completa [de abastecimento de automóveis a hidrogénio]. Em Portugal, por exemplo, não existe um único posto», salientou.
Ainda assim, a GM continua «a ter o hidrogénio como visão de futuro para a mobilidade automóvel individual» - até agora já investiu «bastante, acima de mil milhões de euros», no desenvolvimento da tecnologia -, mas encara-o agora como uma solução «a médio/longo prazo, mais para longo do que para médio». «Até lá, continuaremos a investir na tecnologia dos automóveis a hidrogénio», garante Miguel Tomé.
Na Alemanha, a GM é parceira do Estado alemão num projecto-piloto em curso em Berlim, onde há mais de um ano estão a circular protótipos a hidrogénio ao serviço de empresas e particulares.

