Operação Ano Novo: GNR promete radares em todos os meios

Cerca de 2400 membros da GNR e 1100 viaturas estarão a patrulhar as estradas portuguesas nos próximos quatro dias
30/12/2010 em Geral

Operação Ano Novo: GNR promete radares em todos os meios

A GNR promete estar «muito presente» nas estradas para promover uma alteração de comportamentos na operação de Ano Novo, que começou hoje e termina domingo. Mas garante que será também «muito firme» na vigilância, com radares em todos os veículos.

Cerca de 2400 membros da GNR e 1100 viaturas estarão a patrulhar as estradas portuguesas nos próximos quatro dias, período em que decorre a Operação Ano Novo, disse à Lusa o responsável pela GNR, Coronel Carlos Duarte, adiantando que todos os meios estarão equipados com radares.

«A nossa intervenção irá privilegiar um patrulhamento presencial, visível, de forma a proporcionar um bom apoio aos condutores. Contamos também que esta presença possa significar uma alteração de comportamentos e que funcione sob um aspecto preventivo», explicou, adiantando que a Operação Novo teve início às 00h00 de hoje e terminará às 24h de domingo.

Em declarações à Lusa, este oficial da GNR lembrou o período da passagem de ano é geralmente marcada por manifestações de alegria e festejos, razões pelas quais esta força policial é forçada a «adaptar o modelo de intervenção».

«Depois, o movimento rodoviário tem aspectos e particularidades diferentes das do Natal. Enquanto no Natal o movimento é mais para norte, na passagem do ano há um movimento maior para sul, nomeadamente para o Algarve, para os principais centros urbanos e para os locais de comemoração da passagem de ano», sublinhou Carlos Duarte.

Nesse sentido, acrescentou, a GNR irá «dar muita prioridade e reforçar os patrulhamentos» nos principais itinerários e auto-estradas que conduzem ao sul do país, como a A1, a A2 e a A23.

Além do reforço do número de patrulhas e de viaturas, assim como dos meios equipados com radares, Carlos Duarte adverte que a GNR será «muito firme» na vigilância e autuação dos comportamentos relacionados com a sinistralidade rodoviária, como é o caso do álcool, «muito presente nas estradas portuguesas, nesta altura do ano», o excesso de velocidade e as manobras de ultrapassagem, as quais quando são mal efectuadas «provocam acidentes que resultam sempre em vítimas».

Sobre as expectativas relativas aos resultados da Operação Ano Novo 2010/2011, o Coronel da GNR sublinhou que o problema da sinistralidade rodoviária é «transversal a toda a sociedade».

«Para que efectivamente os índices de sinistralidade baixem, que é o objectivo da GNR, é preciso a colaboração e uma boa condução de todos os condutores», frisou.

A Operação Ano Novo de 2009/2010 contabilizou um total de oito mortos - mais um relativamente ao período homólogo do ano anterior - e 28 feridos graves.

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