Renault nomeia português Carlos Tavares para número 2
Renault nomeou português para número 2 da sua hierarquia, apenas abaixo do presidente executivo Carlos Ghosn
30/05/2011 em Geral
A Renault nomeou o português Carlos Tavares para número 2 da sua hierarquia, apenas abaixo do presidente executivo Carlos Ghosn, noticiou hoje a agência Bloomberg citando uma fonte próxima do processo de decisão.
O gestor português, de 52 anos, era até agora o máximo responsável da Nissan Motor para as Américas [a Nissan é uma subsidiária da francesa Renault]. Tavares substitui Patrick Pelata (até agora Chief Operating Officer, ou Director de Operações), que abandonou funções devido ao seu papel numa investigação falhada a um caso de espionagem industrial que envolveu a Renault.
A Bloomberg cita uma fonte "com conhecimento directo da decisão", mas que "pediu anonimato porque a decisão ainda não foi anunciada" oficialmente.
Ainda de acordo com a Bloomberg, na sequência da nomeação de Tavares, Carlos Ghosn concordou em desempenhar um papel mais activo nas operações do dia-a-dia da Renault, bem como centrar-se mais na gestão do fabricante automóvel francês. Ghosn também gere a Nissan.
Já Caroline De Gezelle, uma porta-voz da empresa francesa, escusou-se a comentar a decisão de Carlos Tavares suceder a Pelata.
O governo francês, maior accionista da Renault com 15%, tem vindo a pressionar a empresa para encetar uma liderança mais clara da sua aliança com a Nissan (detida a 43,4% pela Renault).
Pelata aceitou em Abril afastar-se das suas funções após pressões do governo francês na sequência do afastamento irregular de três executivos de topo.
No entanto, à medida que Ghosn fortalece o seu envolvimento na Renault, o seu número 2 (Tavares) terá um pouco menos de poder do que aquele que foi cedido a Pelata em 2008, e que na prática se traduzia em controlo operacional total das actividades diárias da empresa.
Carlos Tavares entrou para a Renault em 1981, depois de se licenciar na Ecole Centrale. Como vice-presidente da Nissan para as Américas, cortou nos custos de fabrico da empresa japonesa ao expandir a produção para o México e assegurou um financiamento de 1,6 mil milhões de dólares do Departamento de Energia dos EUA para uma fábrica de baterias de carros eléctricos.


