Segurança rodoviária: ACAP alerta para riscos de pneus usados
Campanha de sensibilização para os riscos da utilização de pneus usados, de origem desconhecida, que podem pôr em risco a segurança rodoviária
22/09/2010 em Geral
A Associação Automóvel de Portugal (ACAP) acaba de lançar uma campanha de sensibilização para os riscos da utilização de pneus usados, não controlados, de origem desconhecida, que além de durarem menos podem pôr em risco a segurança rodoviária.
A campanha, que vai ser transmitida nos meios de comunicação social, consiste também na distribuição de folhetos com dicas e conselhos para os consumidores e tem o apoio do Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT), Unidade Nacional de Trânsito (GNR) e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), disse à agência Lusa o secretário-geral da ACAP, Hélder Barata Pedro.
O objectivo, afirmou, é “sobretudo apelar para o bom estado dos pneus”, já que por vezes os consumidores “são levados a utilizar pneus que têm um tempo de vida útil muito curto e não estão em condições” de circular.
“A Unidade de Trânsito também irá efectuar acções de fiscalização e sensibilização porque está provado que o pneu, sendo o único ponto de contacto do veículo com a estrada, tem uma importância fundamental na segurança rodoviária”, acrescentou.
A ACAP vai ainda colocar informação em vários sites e pretende, assim, alertar os condutores para os riscos e os cuidados que devem ter na compra de um pneu usado.
A Valorpneu, entidade gestora de pneus usados irá igualmente distribuir panfletos por toda a sua rede, referiu o responsável da ACAP, indicando não ser possível saber o número de pneus deste tipo que entra em Portugal: “O que se sabe é a realidade que existe e que por vezes o consumidor não está alerta”.
Um pneu usado “esconde danos que por vezes não são facilmente detectáveis ao utilizador comum e que é preciso ter em conta quando estamos a falar de um bem supremo, que é a segurança do veículo, dos ocupantes e dos outros veículos”, disse.
A mesma fonte garantiu que o impacto sócio económico é também “significativo”, quando avaliados custos de eventuais acidentes e de reciclagem, além de um maior consumo de combustível que o automóvel vai fazer se o pneu não estiver nas condições aconselháveis.
“Um pneu que chega a Portugal usado vai ter um tempo de vida útil necessariamente menor do que um novo e vai aparecer no processo de reciclagem – que é pago pelos consumidores – muito mais rapidamente”, exemplificou.
Sob o lema “Pneu usado, Pode ser arriscado”, a ACAP afirma que na segurança não se poupa e recorda que um em cada três veículos circula com pneus com pressão incorrecta, de acordo com dados apresentados após uma campanha de revisão de pneus.
Citando estudos desenvolvidos nesta área, a associação diz ainda que de todos os veículos implicados em acidentes com vítimas e que apresentavam algum problema mecânico, 62 por cento tinham defeitos nos pneus e que num em cada cem acidentes mortais estão implicados directamente defeitos nos pneus dos veículos.


