Cygnet, o Aston Martin de «bolso»
Presidente da Aston Martin explica as razões que levaram a marca britânica a lançar um modelo como o Cygnet
11/03/2010 em Novidades
A pergunta impõe-se. Afinal quais as razões que levaram a Aston Martin a desenvolver e a lançar um citadino derivado do Toyota iQ. Ulrich Bez, presidente executivo da Aston Martin, aproveitou a apresentação oficial do Cygnet, no Salão de Genebra, para explicar as razões que levaram a conhecida marca de desportivos a lançar um modelo tão pequeno como o Cygnet, considerado por muitos como o Aston Martin «de bolso».
“Muitos dos nossos clientes têm necessidade de ter um carro compacto para utilização citadina”, revelou Ulrich Bez. "O Cygnet traz inteligência, inovação e criatividade ao segmento dos modelos compactos… representa a escolha natural para aqueles clientes que procuram um pequeno carro com qualidade Premium” explicou o presidente executivo da marca britânica.
“Primeiro, precisamos de uma linha de produtos mais sustentável. A empresa tem estado, por muitas vezes, próxima da falência e por isso precisamos de ser mais sensíveis à conjuntura económica e social, e oferecer carros que as pessoas podem comprar mesmo em alturas mais difíceis.”
“Segundo, precisamos de satisfazer a procura, onde sabemos que ela existe", e acrescenta que "temos muitos clientes que residem em Londres, Paris, Roma ou Milão, e que gostariam de conduzir o seu Aston Martin com maior frequência, mas um carro desportivo com motor V12, não é o mais apropriado. Eles pedem um Aston Martin que se encaixe melhor nas suas vidas urbanas. E é nosso dever é dar-lhes aquilo que eles querem.”
"Em terceiro lugar, precisamos urgentemente de reduzir a média de emissões da gama e o Cygnet é perfeito para conseguirmos isso."
Bez adianta ainda que a reacção tem sido extremamente positiva, "até agora, a grande maioria das reacções foram positivas”, tendo registado mais de 50 encomendas durante as primeiras horas do Salão Automóvel de Genebra, onde fez a sua primeira aparição pública.
O Cygnet tem por base a versão 1.33 de 98 cavalos do Toyota iQ. A Aston Martin redesenhou toda a dianteira, incorporando a tradicional grelha da marca, assim como faróis de novo desenho, além das emblemáticas saídas de ar quente no capot e dos puxadores das portas encastrados.
O interior foi também integralmente reformulado, sobretudo ao nível dos revestimentos, que pretendem manter o nível de luxo dos modelos da casa britânica.
A Aston Martin recebe os iQ semi-montados do Japão e aplica as suas modificações, o que deverá fazer subir o preço para o dobro do iQ… mesmo assim, a marca espera produzir cerca de 4000 unidades/ano.

