Peugeot 308 SW 1.6 HDi 110cv em teste

A 307 SW e Break deixaram um legado difícil de igualar. A nova 308 SW distingue-se por um habitáculo amplo e um design pouco consensual...
06/04/2009 em Testes

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As linhas podem não reunir consenso, mas a 308 SW apresenta-se como uma escolha muito válida para aqueles em que o espaço e a versatilidade, se assumem como factores fundamentais na escolha de uma carrinha que tem de ser mais que simplesmente compacta.

A aposta num visual mais dinâmico em detrimento da elegância da sua antecessora, a 308 SW parece necessitar de um certo período de habituação para a aceitação das suas formas, em particular da secção traseira. Esta secção, e mais particularmente o portão traseiro assumem o destaque por inteiro na variante familiar do 308, muito por culpa das suas linhas pouco consensuais, mas que escondem uma enorme capacidade de bagagem, oferecendo um generoso espaço de 508 litros. Além disso, a abertura do óculo traseiro de forma independente facilita a arrumação das compras no dia a dia. Mas a funcionalidade desta carrinha não se fica pela bagageira. No seu interior, o espaço é, também, todo ele, muito amplo e desafogado. Além do espaço disponível no banco traseiro, onde se pode encontrar mesas desdobráveis nos encostos dos bancos dianteiros, bem como saídas de ventilação independentes, os bancos individuais podem ser ajustados longitudinalmente ou mesmo removidos individualmente, aumentando o número de soluções de versatilidade, tornando-se modulavel às capacidades do momento e circunstancias. Para os que possuem uma família mais numerosa, a Peugeot propõe dois lugares adicionais (560 euros), que transformam esta carrinha num «sete lugares» e, desta forma, uma verdadeira alternativa aos monovolumes compactos.

Outro dos argumentos é a vasta lista de equipamento de segurança, com realce para o airbag de joelhos, a que se junta os já comuns airbags frontais, laterais e de cortina, sem esquecer ainda o controlo de tracção e de estabilidade.

Com a melhor posição de condução facilmente encontrada, graças às várias regulações possíveis do banco e volante, esta carrinha apresenta-se como uma excelente companheira de viagem. Qualidade reforçada com a introdução de uma nova caixa manual, agora com seis velocidades na motorização mais procurada da gama: o 1.6 HDi de 110 cavalos de potência.

A nova transmissão de seis relações veio dar ao motor 1.6 HDi de 110 cavalos melhores argumentos. O escalonamento é mais equilibrado do que o da caixa de cinco velocidades, pelo que o aproveitamento dos 110 cavalos é também mais eficaz. Além de se conseguir reduzir os consumos, em particular nos percursos de auto-estrada, também a recuperações ficaram a ganhar com o acréscimo de uma relação de caixa. A grande diferença é que agora sempre que a velocidade aumenta deixa de existir aquele ar de «desilusão» sempre que a mão procurava uma sexta relação que não existia. A sexta velocidade veio reduzir o regime do motor em auto-estrada (menos rotação para a mesma velocidade), beneficiando os consumos. As médias «apontadas» durante o ensaio efectuado raramente ultrapassaram os 6,5 litros aos cem, podendo conseguir-se médias de 5,5 litros sem grande dificuldade.

Aos seus comandos, a suavidade é a nota de destaque. Apesar de revelar um amortecimento mais firme que o desejável, muito por culpa das jantes de 17 polegadas, exclusivas da versão Sport, que beneficiam a atitude dinâmica, o conforto mantém-se num patamar muito razoável e de acordo com o exigível para um modelo com vocações familiares como é uma carrinha. Por falar em conforto, a versão Sport, a mais equipada da gama, contempla praticamente tudo o que podemos esperar de um familiar compacto. Desde o ar condicionado automático independente aos sensores de luz e chuva, passando pelos faróis direccionais e controlo de estabilidade de série.

Se a estética poderá não reunir consenso, os argumentos do motor 1.6 HDi de 110 cavalos, reforçado com uma caixa manual de seis velocidades e uma enorme e versátil bagageira, podem servir para desequilibrar a balança a favor da 308 SW. Só os quase 29 mil euros que custa a versão Sport, é que já podem ser um obstáculo dificil de contornar. Para os menos «desafogados» financeiramente, o acesso à gama diesel da 308 SW é feito nos 24 mil euros da versão Premium do 1.6 HDi de 90 cavalos.

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