Ensaio ao renovado Peugeot 407 1.6 HDi
Ao fim de quatro anos, e enquanto não chega o 408, a Peugeot decidiu dar um novo fôlego ao 407 com uma ligeira actualização estética e reforço de equipamento
19/06/2009 em Testes
A receita não é nova, mas parece funcionar na perfeição quando uma marca pretende revitalizar determinado modelo: limam-se algumas arestas técnicas, procede-se a ligeiros retoques estéticos e voilá. Sem tirar nem pôr, é isto que a Peugeot fez com a renovada gama 407.
As diferenças são tão subtis que até um verdadeiro conhecedor terá algumas dificuldades em encontrar as novidades. Ainda assim, um pequeno olhar pelo comunicado da marca permite-nos descortinar uma grelha frontal mais dinâmica, que reforça a agressividade da dianteira, ex-lybris deste modelo, os frisos nos pára-choques ou o pára-choques traseiro totalmente redesenhado e talvez a principal novidade, ou pelo menos, a que dá mais nas vistas. As ópticas traseiras apresentam um desenho mais moderno e atractivo.
E, se por fora, as alterações são mínimas e quase imperceptíveis a olho nu, no interior o cenário não é muito diferente. Aqui, conseguimos perceber as alterações efectuadas nos comandos da climatização e do sistema áudio, além do reforço substancial do equipamento de série. Entre as novidades que encontramos na unidade ensaiada, podemos destacar os sensores dianteiros para auxilio ao estacionamento.
Ao fim de quatro anos de carreira é evidente o amadurecimento do produto expressa-se ao nível da montagem dos materiais, sem falhar de relevo e materiais escolhidos para revestir o habitáculo. Infelizmente, a profusão de muitos botões na consola continua a causar alguma dificuldade na utilização. Inalterada ficou também a habitabilidade, distante de outras propostas, sobretudo nos lugares traseiros.
Com melhores materiais, montagem apurada e mais dispositivos de entretenimento, o ambiente a bordo ficou a ganhar, contribuindo para viagens muito mais agradáveis e acolhedoras. Ao que não será alheio o amortecimento suave da base rolante que privilegia o conforto. A evoluída suspensão dianteira de triângulos duplos e a configuração do trem posterior multibraços continuam a merecer aplausos por oferecer um excelente compromisso entre a eficácia e conforto. A insonorização beneficiou, e muito, com melhoramentos ao nível da estanquicidade e a inclusão de vidros laterais laminados, que contribuem para um habitáculo mais silencioso.
A motorização 1.6 HDi de 109 cavalos é a mais importante na gama, no que ao mercado português diz respeito. Associado a uma caixa manual de cinco velocidades, o conhecido turbodiesel de 1,6 litros apresenta um desempenho muito linear e colaborante. Na unidade ensaiada, este motor mostrou até um desempenho bastante superior, ao nível da facilidade com que sube de regime, face às unidades ensaiadas durante o lançamento do modelo. A marca anuncia uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 13,3 segundos e 192 km/h de velocidade máxima.
Os consumos na ordem dos 7 litros podiam ser menores com a inclusão de uma sexta relação, que certamente iria reduzir o regime em auto-estrada, e igualmente o ruído de funcionamento a velocidades mais elevadas.
Com o nível de equipamento Executive, o Peugeot 407 1.6 HDi FAP custa 31.630 euros, mas se adicionarmos o pack couro e viagem, presentes na unidade ensaiada, dos quais destacamos os estofos em pele, bancos dianteiros com reg. eléctrica e aquecimento e os airbags traseiros e de cortina, o preço final sobe para perto dos 34 mil euros.
E, é assim, com pequenos detalhes ao nível da estética e equipamento, que o 407 vai esperar pelo seu sucessor, previsto para o primeiro semestre do próximo ano.
Fiat
7 200 € 6 900 €Mitsubishi
8 550 € 7 950 €Citroen
9 950 € 9 300 €BMW
22 900 € 21 000 €BMW
32 500 € 31 000 €


